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O piloto Felipe Massa seguirá em sua briga para ser reconhecido campeão do Mundial de Pilotos da Fórmula 1 de 2008. Ele ajuizou um processo contra a Formula One Manegement (FOM), a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e Bernie Ecclestone, ex-chefão da categoria. A ação, confirmada em comunicado enviado à imprensa pelo staff do piloto, corre na divisão de King’s Bench da Corte Superior de Londres, na Inglaterra, e fala também em uma indenização de pelo menos R$ 407,6 milhões, mas o valor final deve ser ainda maior. “Sempre disse que iria brigar até o final. Como a FIA e a FOM decidiram não fazer nada, buscaremos a correção desta injustiça histórica nos tribunais. O assunto agora está com os advogados e eles estão plenamente autorizados a fazer o que for necessário para que a justiça no esporte seja feita”, disse Massa por meio de sua assessoria de imprensa. A equipe jurídica se apoia em declaração dada por Ecclestone ao site alemão F1 Insider, em março de 2023, para mostrar que o regulamento da competição foi mal aplicado. Na entrevista em questão, o ex-dirigente disse que considerava Massa o campeão de 2008, em razão da batida deliberada de Nelsinho Piquet que prejudicou o compatriota no GP de Cingapura. Além do reconhecimento como vencedor do título, o ex-ferrarista quer ser indenizado. O valor que será cobrado tem três pontos centrais. O primeiro deles é o bônus que Massa receberia da Ferrari pelo título, na casa de 2 milhões de euros (R$ 10,87 milhões), conforme citado no processo. Também são reivindicados valores estimados que seriam recebidos de patrocínios e oportunidades comerciais que Massa teria com o status de campeão mundial, assim como a diferença do salário que ele recebeu no restante da sua carreira na F-1 e a quantia que receberia como campeão. O montante exato será definido após prova pericial, mas a estimativa das perdas é de pelo menos 64 milhões de libras (R$ 407,6 milhões), sem correção ou juros. A análise financeira da equipe jurídica de Massa foi feita por um especialista em casos de natureza complexa como este e aponta que análise final resultará em um valor mais alto. O GP de Cingapura Felipe Massa chegou ao GP de Cingapura, em setembro de 2008, disputando o título com Lewis Hamilton, que liderava o Mundial por apenas um ponto de diferença. Massa foi pole position e liderava a prova até a 14ª volta, quando Nelsinho Piquet, da Renault, bateu deliberadamente seu carro, por ordens da equipe, para beneficiar o companheiro Fernando Alonso, que havia parado para reabastecer duas voltas antes. O safety car foi acionado e, portanto os pilotos não puderam fazer ultrapassagens ou pit stops, caso não estivessem em situação de emergência como baixo nível de combustível ou problemas de segurança. Como vários pilotos, Massa parou nos boxes assim que os destroços foram removidos da pista e voltou para a corrida em último lugar. Alonso não parou e saiu de quinto para primeiro, posição na qual permaneceu até o final. Hamilton ficou em terceiro e somou seis pontos, enquanto Massa ficou em 13º, sem pontuar.
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