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Educação

Investimento para alimentação escolar na rede municipal de ensino de Porto Alegre será de R$ 30 milhões em 2024

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Em 2023, 23 milhões de refeições foram servidas aos alunos da rede municipal de educação. A Smed (Secretaria Municipal de Educação) divulgou dados sobre o trabalho realizado na área de alimentação escolar em 2023, quando 23 milhões de refeições foram servidas aos alunos da rede municipal, além da previsão de investimento na área para o ano de 2024, que é de cerca de R$ 30 milhões. “O trabalho de nutrição é um dos pontos mais elogiados quando se trata das escolas da rede municipal. São disponibilizadas refeições em todas as nossas 99 escolas próprias e nas 215 conveniadas. Na grande maioria delas são servidas quatro refeições diárias: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar”, conta o secretário de Educação, José Paulo da Rosa. O planejamento relacionado à alimentação escolar é realizado pela UAE (Unidade de Alimentação Escolar), seguindo as Diretrizes do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e dos guias alimentares para a População Brasileira e para Crianças Menores de 2 Anos. Este trabalho é realizado baseado em três pilares: a garantia do fornecimento de alimentos adequados e saudáveis para a elaboração dos cardápios, o cumprimento da legislação no que tange à aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar – que correspondem a no mínimo 30% das compras – e o fomento de ações de educação alimentar e nutricionais para os estudantes. A UEA é composta por 11 nutricionistas, 4 técnicas em nutrição e dietética, 1 professora, 1 auxiliar de serviços gerais, 1 apontador e 2 estagiárias de graduação em nutrição, atuando na sede da Smed, e 52 técnicas em nutrição e dietética e estagiárias de nutrição lotadas diretamente nas escolas. “Nosso objetivo é garantir a oferta de uma alimentação escolar de qualidade aos alunos. Alimentos in natura ou minimamente processados são a base dos nossos cardápios. São considerados ainda, critérios como a variedade alimentar, equilíbrio nutricional, cultura e tradição alimentar e a safra dos vegetais e das frutas”, conta Sara Bortoluz, nutricionista e coordenadora da UEA. “Na etapa creche, por exemplo, os alimentos são produzidos sem a adição de açúcar e e de ultraprocessados, Além disso, os cardápios são adaptados para atender aos estudantes diagnosticados com necessidades alimentares especiais, como doença celíaca, diabetes, hipertensão, anemias, alergias e intolerâncias alimentares”, afirma. Em 2023, o percentual de uso de itens em cardápios da alimentação escolar foi de 84,77% para alimentos in natura/minimamente processados, 11,95% de alimentos processados e ultraprocessados e 3,28% de ingredientes culinários. Ao menos 30% destes gêneros alimentícios foram adquiridos diretamente da Agricultura, de comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas. A aquisição foi realizada por Chamada Pública e contou com a participação de cooperativas e de agricultores familiares da zona rural de Porto Alegre. A pauta da educação alimentar vem sendo incluída no currículo e calendário de atividades das escolas da rede municipal. Mensalmente, junto com o cardápio é compartilhado um card com uma sugestão de atividade de educação alimentar e nutricional e também uma receita do cardápio para ser compartilhada com as famílias. A ideia é fomentar com as famílias o preparo de refeições saudáveis e nutritivas.
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