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Na Região Metropolitana de Porto Alegre, casal que matou mulher para ficar com bebê é denunciado à Justiça

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Crime foi cometido no final de janeiro em Sapucaia do Sul. (Foto: Arquivo/Polícia Civil)

Nessa sexta-feira (23), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou à Justiça um homem de 25 anos e uma mulher de 47 pela morte de Vitória da Silva Saliba Rodrigues e sequestro do filho dela, de 3 meses, em Sapucaia do Sul (Região Metropolitana de Porto Alegre). Os acusados teriam cometido o crime, na madrugada de 29 de janeiro, com o objetivo de ficar com a criança.

A promotora Maristela Schneider detalha que o casal responderá por feminicídio qualificado, tendo como agravantes o emprego de asfixia mediante recursos que dificultaram a defesa da vítima, além do rapto – a investigação apontou que o bebê foi levado para casa com os assassinos, que o apresentaram para seus familiares como sendo filho legítimo.

“Após atrair a vítima sob o pretexto de ser apresentada aos familiares do casal, eles a levaram para local ermo e a agrediram com socos, antes de cometerem o estrangulamento com as mãos e um cinto de segurança do veículo em que estavam. O corpo foi então abandonado em área de pouca circulação, parcialmente ocultado por galhos”, detalha Maristela.

A denúncia do MP-RS acrescenta que o crime foi praticado com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e dissimulação, além do ataque de surpresa e com os agressores em superioridade numérica contra uma mulher sozinha e desarmada. Também pesou o fato da busca por impunidade quanto ao homicídio em si e em relação ao sequestro da criança, que posteriormente foi alvo de tentativa de registro em cartório.

Tortura em creche

O MP-RS também denunciou nessa sexta-feira duas diretoras de uma creche em Serafina Corrêa (Região Nordeste do Estado) por tortura de crianças de 7 meses a 4 anos de idade. As acusadas estão no Presídio Estadual de Guaporé desde o dia 25 de janeiro.

A denúncia, formulada pelo promotor de Justiça Cláudio da Silva Leiria, seguiu a mesma tipificação dada pela Polícia Civil no indiciamento. Foram arroladas 29 testemunhas a serem ouvidas pelas agressões, cometidas no período de 2022 a 2024.

De acordo com Leiria, também foi instaurado expediente na Promotoria local para acompanhar as ações do poder público em relação à garantia de assistência às vítimas. As informações estão em mprs.mp.br.

Morte em boate

Em Cacequi (Região Central), o Tribunal do Júri condenou uma mulher a 13 anos e meio de prisão pelo assassinato de Bianca Ribeiro Martins, em 2022, dentro de uma boate da cidade. A sentença levou em conta os crimes de homicídio qualificado e lesões corporais leves.

O MP-RS recorrerá da decisão, por achar que a pena deveria ser mais severa, com maior tempo de reclusão e pagamento de indenização, tendo em vista a brutalidade do ataque e o fato de a vítima ter deixado uma filha de apenas 2 anos na época.

Na madrugada de 27 de março daquele ano, as duas mulheres trocaram agressões verbais e físicas no interior da casa noturna. Minutos se passaram até que, aproveitando-se do fato de que Bianca estava sentada e distraída em conversa com outras pessoas, a outra pegou um canivete e golpeou a vítima no pescoço e tórax, além de ferir duas mulheres que tentaram intervir.

A vítima chegou a ser socorrida, mas faleceu em seguida. Já a autora das estocadas fugiu do estabelecimento, mas acabou presa dois meses depois cidade de Cruz Alta (Norte gaúcho).
FONTE:O SUL

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