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Política

Ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha diz não ter dúvidas da inocência do deputado federal Chiquinho Brazão

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, aliado da família Brazão, afirmou não ter dúvidas da inocência do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) – acusado de envolvimento na morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco –, mas reconheceu que ele terá o mandato cassado. “Cassação, eu não tenho a menor dúvida de que vai haver, se ele não venceu uma votação para sair da cadeia”, disse Cunha em entrevista à CNN. Sem mandato, Cunha continua exercendo influência no cenário político brasileiro. Na sua avaliação, o caso abre precedente para que outros deputados sejam mais facilmente presos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), tese que Brazão e seu grupo político sustentaram até o fim, e, apesar do forte apoio, não conseguiram convencer a maioria dos deputados. “Os parlamentares praticamente fizeram uma emenda constitucional dizendo que pode ter prisão preventiva de deputado”, declarou Cunha. “A minha relação se dá até mais com o irmão dele, Domingos [conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, também acusado de ser mandante do crime]. Eu fui deputado estadual com ele. Depois que eu vim para ser deputado federal, ele me apoiou nas eleições, e assim foi aumentando as dobradinhas eleitorais”, prosseguiu. Cunha, que não concorreu em 2018 porque estava cassado devido à Lava-Jato, disse que os votos que normalmente iam para ele ajudaram a eleger três cadeiras. Chiquinho Brazão, o deputado que teve a prisão mantida, foi um desses parlamentares. Durante a entrevista à CNN, Cunha fez um paralelo entre o caso dele e o de Chiquinho. “Por que eu acabei cassado? Por que eles conseguiram me cassar? Porque me tiraram da Câmara antes, me afastando. Se eu tivesse continuado na Câmara, eu não teria sido cassado. Eu não tive a oportunidade de me defender”, disse. Apesar de Brazão ter tido a oportunidade de se defender ao vivo, por chamada de vídeo, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), para o ex-presidente da Câmara não foi suficiente. “Ele falou na CCJ de cabeça raspada, de dentro do presídio. Esquece, aquilo é uma indignidade”, descreveu. Cunha afirmou ser favorável ao fim do foro privilegiado, o que evitaria que investigações ou prisões partissem inicialmente do STF (Supremo Tribunal Federal) porque os processos começariam em instâncias inferiores. “Tem que acabar com o foro privilegiado para todo mundo”, pontuou.
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